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''Uma das grandes armas do pedófilo é a rede social'' SESI discute educação para a cidadania durante seminário
'A pedofilia é uma das grandes chagas do nosso Paí', declarou Jader Alves, Promotor de Justiça de Valença. O promotor - que estava diante de uma platéia de crianças e adolescentes do Colégio Estadual Gentil Paraíso Martins e da Escola Municipal Padre José de Souza e Oliveira ? utilizou linguagem popular e exemplos de vítimas famosas como a nadadora Joana Maranhão e da apresentadora Xuxa Meneghel para estimular a interação da plateia com o tema. Na maioria dos casos, os pedófilos são pessoas ligadas à família ou próximas da vítima, como parentes, amigos da família, vizinhos ou até mesmo mulheres. Contudo, esse perfil tem mudado com a democratização do acesso à internet, visto que o contato virtual permite ao pedófilo fingir ser criança/adolescente e, dessa forma, torna-se próximo da vítima, através da interação no ambiente virtual. ?Hoje, uma das grandes armas do pedófilo é a rede social?, disse Jader Alves. Além de pedir às famílias para que estejam atentas aos sites acessados e amigos virtuais dos filhos, ele, também, pediu aos jovens que não aceitem presentes, que desconfiem sempre de facilidades oferecidas. Ou seja, aquele velho ditado, usado há gerações: ?Não aceite doce, presente de estranhos?. E inúmeras são as reações que as vítimas têm quando chegam à vida adulta, algumas podem vir a cometer o mesmo crime, outras podem criar aversão ao ato sexual ou o contrário e poucas vítimas conseguem se recuperar. Dentre os crimes sexuais, estão relacionados dentro do Código Penal Brasileiro - CPB: Art. 217 ? A que considera estupro a prática sexual com menores de 14 anos; Art. 218 que considera crime a indução ao ato sexual, favorecimento à prostituição, além disso, a divulgação de materiais pornográficos que contenham crianças e adolescentes também é crime. A denúncia, através do Disque 100 ou da própria família, é de suma importância para que a justiça possa apurar e punir os abusadores, mas é importante que a vítimas denunciem o mais rápido possível para que o crime não prescreva e de forma contundente, pois a justiça tem dificuldades em punir, pois, na maioria dos casos, o criminoso tem boa conduta social, sem antecedentes. A Desembargadora Federal Neuza Alves (de 61 anos), contou que há 50 resistiu a provocações do vizinho e disse que já sofreu assédio dentro da própria justiça federal e fez a denúncia. ?Parece que a mulher negra e nordestina sofre agressões todos os dias?, declarou a Desembargadora. Contando suas experiências, Neuza Alves destacou que, em sua época, a escola pública era de qualidade e se preocupava com o aluno, enquanto ser humano e não como número e disse que escolheu o caminho da verdade, da justiça, ao invés de optar pelo caminho das drogas, dos presentes fáceis, da prostituição. ?Sim, nós podemos. Yes, we can (como disse Barack Obama). Sim nós podemos transformar as nossas vidas.?, assegurou a Desembargadora, após apresentar a sua trajetória de sucesso, contada por diversos periódicos, dentre eles as revistas Veja e Marie Claire e que inclui a badalação de seu nome para compor o Superior Tribunal de Justiça ? STF. ?Valença precisa abrir os olhos e fechar as portas à marginalidade, à falta de confiança?, sugeriu Neusa Alves. Durante os três dias da programação (08,09 e 10 de Agosto) do I Seminário de Cidadania, houve também mostras de dança sob a coordenação de Jessy Gondim e da Guarda Mirim Gileade, presidida por Maria Eugênia. Os projetos do SESI ? Valença, local do evento, atendem cerca de 500 crianças e na oportunidade, a Coordenadora de Projetos, Lorena Mercês ? que foi bastante elogiada em função de seu desempenho junto aos projetos ? ressaltou que é muito importante promover a educação emanicipadora, cidadã e que se sentia orgulhosa em fazer parte desse trabalho.
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